A criação e aprimoramento de mecanismos legais que garantam a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente precisam estar sempre sob o foco de nossa atenção e, acima de tudo, de nossas ações. A região metropolitana Oeste de São Paulo, por exemplo, que compreende as cidades de Osasco, Carapicuíba, Barueri, Jandira, Itapevi, Taboão da Serra, Itapecerica, entre outras, apresenta baixo índice de áreas verdes por metro quadrado e não possui projeto regional de desenvolvimento econômico sustentável e preservação ambiental, o que a coloca em uma posição muito ruim no ranking ambiental no Estado e do país.

O meio ambiente tem pressa e o Estado precisa oferecer meios para garantir a conservação de nossos recursos naturais. Entre as medidas possíveis, defendo ações simples como a criação de campanhas educativas para o consumo sustentável, visando estimular novos hábitos e práticas de “consumo verde”, incluindo regras a serem adotadas pela indústria e comércio a respeito de embalagens e “produção mais limpa”.

Outra ação que merece apoio é a criação de áreas verdes e parques em áreas de proteção/preservação ou remanescentes de terras urbanas, fomentando ações de lazer, educacionais, econômicas, de turismo e científicas , utilizando-se dos potencialidades de cada uma delas.

Acredito ainda que muitas cidades poderão ter bons resultados com a criação de jardins verticais para pequenos espaços, para proporcionar novas áreas verdes e melhor qualidade de vida, principalmente nas “áreas cinzas”, como se verifica nos municípios de Carapicuíba, Jandira, Osasco e Taboão da Serra.

Outra medida importante é a promoção da recuperação, revitalização e preservação das nascentes, com criação de programas e mecanismos para que essas fontes hídricas possam ser utilizadas, deixando de receber despejo de entulho e esgoto.

Mais uma medida que considero premente é a criação de política pública ambiental para regulamentar a destinação dos resíduos sólidos, suscitando a melhor utilização e racionalização de áreas, para promover a preservação do solo e do lençol freático. Paralelo a esta ação, e de igual urgência, principalmente para áreas urbanas mais populosas, como é o caso da nossa região, é a efetiva introdução da coleta seletiva, para a redução de material destinado aos aterros e transformação destes, criando uma cadeia produtiva de reciclagem, também como geradora de renda e de oportunidades de trabalho, com participação e suporte às cooperativas de catadores.

Importante ainda é defender o estabelecimento de um pacto de crescimento regional econômico de menor impacto ambiental e de um plano de contra partida ambiental, visando promover significativa mudança no patamar ambiental da nossa região.

E por último, mas não menos importante, defendo a ideia de que seja buscada a universalização da coleta e tratamento dos esgotos domésticos, com estímulo à criação de Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) locais e/ou regionais, por meio de articulação metropolitana, via Cioeste ou outra parceria intermunicipal, visando recuperar as micro bacias e córregos para devolver as condições para a sobrevivência vegetal e animal. Estes sistemas ocupam pouco espaço e são altamente eficientes.

Estes são pilares simples para preservar e restabelecer o equilíbrio de nossa sustentabilidade com nossa região. Outras soluções são bem-vindas e sempre devemos estar dispostos a ouvir, ponderar e considerar boas ideias. Projetos de sustentabilidade devem transcender interesses partidários e políticos, devendo ser convertidos em projetos de vida.